
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) formou maioria nesta quarta-feira (5) para manter a inelegibilidade do empresário e influenciador Pablo Marçal (União Brasil) até 2032. O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte. A decisão representa um novo obstáculo para Marçal, que pretende disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Apesar da maioria formada, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A punição é resultado de uma ação sobre a campanha de Marçal à Prefeitura de São Paulo, em 2024. A Justiça entendeu que ele utilizou de forma irregular as redes sociais ao oferecer recompensas financeiras para apoiadores divulgarem conteúdos da campanha.
Na decisão anterior, o TRE-SP aplicou multa de R$ 420 mil e determinou a inelegibilidade por oito anos. A Corte considerou que a estratégia contrariou as regras da legislação eleitoral. Mesmo com a condenação mantida, Marçal poderá pedir o registro de candidatura e concorrer sob julgamento, enquanto aguarda uma decisão do TSE.
Na pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada, o empresário aparece com 9% das intenções de voto para o Senado em São Paulo, atrás de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
O União Brasil, partido de Marçal, apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que conta com outros nomes na disputa ao Senado pelo mesmo campo político. O resultado definitivo do julgamento deve ser confirmado após o encerramento da sessão virtual. Caso apresente recurso, a palavra final sobre a elegibilidade de Pablo Marçal caberá ao Tribunal Superior Eleitoral.
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